O nome do pai

o filme

O projeto

O Nome do Pai é um telefilme a respeito do sub registro paterno, a ser exibido em breve no CineBrasilTV.

Este site acompanha o pré lançamento e tem por objetivo publicar histórias e informações relevantes sobre o tema. Participe e ajude o Brasil a superar as consequências do sub registro paterno.

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Histórias Veja todas

Alexandre Tadeu Silva de Sá
motorista | 38 anos
minha mãe separou do meu pai quando eu tinha dois anos de idade... MEU pai ficou com minha irmã que foi criada com minha tia(madrinha da minha irmã,no qual ela chama de mãe) algumas vezes eu visitava minha irmã com minha mãe,e meu pai raramente me visitava eu fui crescendo sem saber da fisionomia dele. lembro que de 3 anos pra cá ele vem aparecendo,vai ver pra tentar reconquistar a minha confiança,sem sucesso,hoje eu com 38 anos entendo que a vida vc mesmo faz por onde vc anda e se tiver no lugar certo e tiver ao lado de pessoas que te apoiam vc consegue seus objetivos hoje agradeço muito minha mãe minha tia madrinha e minhas outras tias por ter me ajudado e hoje sinto muito feliz em ter formado uma família que eu amo muito.
Kelson da Construção
Vendedor | 36 anos
1983, o ano que eu nasci... Minha avó que fala que encontrou meu pai no supermercado e avisou pra ele que eu já havia nascido e estava na casa dela. Ele falou que assim que tivesse um tempinho iria lá, mas um homem tão ocupado não encontra tempo assim com facilidade. De 1983 até pelo menos 2019 ele ainda não teve esse tempo. Nós moramos no mesmo bairro há mais de 30 anos então é possível que eu até já o tenha visto em algum lugar tipo loja ou transporte público etc... Na prática não faz nenhuma diferença a ausência do que nunca foi presente, afinal o que não existe não faz falta. Eu não tenho condições de imaginar o que perdi com isso porque eu não sei como é a vida de outra forma, apenas sei o que vivi. Não tenho nenhum tipo de trauma ou complexo. Também não tenho nenhum tipo de curiosidade ou vontade de conhecer o sujeito. Não tenho nenhum tipo de sentimento ruim e nem bom com relação a pessoa em si. Não tenho o nome paterno em registro e não sei qual é o benefício de ter ou prejuízo de não ter pois nunca fui privado de algo ou discriminado por essa razão. Acredito que se tivesse o nome no registro a única diferença seria o nome mesmo. Como o nome de um pai morto por exemplo, alguém que morreu antes de você nascer e você sabe o nome mais nunca viu fisicamente. Acredito apenas na importância do amor, coisa que eu tive e tenho, recebi daqueles que estão e estiveram em minha volta. Um nome é um mero detalhe, um nome é só um nome.
Fernanda Rodrigues
Auxiliar de sala de aula | 28 anos
Então sei que tenho um pai, pois se estou nesse mundo é porque ele existe! Porém e infelizmente eu não a conheço, e minha mãe com o jeito dela de não incomodar e falta de conhecimento ou talvez um distúrbio que não sei explicar, simplesmente nunca teve a ideia de que isso faria MUITA falta na vida de uma criança. Eu passei minha infância TODA triste nas datas dos dias dos pais, onde fazer lembrancinhas para dar para os pais que não eram meus... isso me deixava arrasada! Outra coisa angustiante era olhar no meu documento e não ter o nome dele... daí fui crescendo e preencher formulários na hora que chegava no nome do pai eu tinha que deixar em branco. Cheguei a procurar mas até hoje esse vazio não foi preenchido. Morava com minha vó desde os meus 11 meses de vida até meus 18 anos e 3 meses. Fui buscar um futuro melhor em Brasília onde eu nunca quis ter saído. Até hoje luto por uma relação amigável com minha mãe e estamos aí tentando cada dia e melhorando. Confesso que queria sim que fosse tudo diferente, queria ter convivido com meus pais. Mas, essa é vida e vida que segue. Hoje uso isso para que meus futuros filhos não vivam com esse pesadelo.

conte sua história

o que dizem as Estatísticas

VOCÊ ACHA QUE O DO NOME DO PAI FAZ FALTA NO REGISTRO?
Sim
58%
Não
23%
QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA EVITAR QUE A FALTA DO NOME DO PAI NO REGISTRO CIVIL DE MILHÕES DE CRIANÇAS BRASILEIRAS CONTINUE EXISTINDO?
PLANEJAMENTO FAMILIAR
41%
INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA
5%
DNA GRATUITO
17%
ABSTINÊNCIA SEXUAL DE HOMENS E MULHERES
17%
OUTROS
17%

IBGE

Mais de nove milhões de mulheres cuidam dos filhos sozinhas. Deste total, 57% estão na linha de pobreza, com renda diária de até R$ 20.

Gravidez na adolescência

Meio milhão de meninas-mães a cada ano.

Estudo do Unicef indica que índice de gestação no Brasil, entre 10 e 19 anos, é maior do que média na America Latina. Em 2018, 115 mil fluminenses pediram carteira de identidade sem a filiação paterna.

NOTÍCIAS

Estados fazem parcerias para baratear exame de DNA.

Projeto em Alagoas diminui de 20% para 7% o subregistro paterno em dez anos.

Mutirões em escolas, criados por juíza de Maceió, facilitam a inclusão do nome do pai na certidão de nascimento.

No Rio, oito em cada dez menores infratores não têm contato com o pai.

Na Fundação Dom Bosco, de assistência a jovens apreendidos, 80% contam apenas com a assistência da mãe.


O que você precisa saber sobre Registro Civil e os direitos da Mulher e das crianças

Até 1988, apenas crianças nascidas em uma relação conjugal legalizada podiam ser registradas pelo pai.

Regula a investigação de paternidade dos filhos havidos fora do casamento e dá outras providências e é a base para o Programa Pai Legal. Implantado em vários estados pelo Ministério Público, o programa tem como objetivo garantir a cidadania plena da criança ou do adolescente com o reconhecimento de paternidade.

Lei nº 8.560, de 29 de dezembro de 1992

Investigação de paternidade. Caso ainda não definida a paternidade, será deflagrado procedimento específico destinado à sua averiguação, conforme previsto pela Lei no 8.560, de 29 de dezembro de 1992.

Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009

Prioridade. § 5o Os registros e certidões necessários à inclusão, a qualquer tempo, do nome do pai no assento de nascimento são isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta prioridade.

Incluído dada pela Lei nº 13.257, de 2016

Gratuidade. § 6o São gratuitas, a qualquer tempo, a averbação requerida do reconhecimento de paternidade no assento de nascimento e a certidão correspondente.

Incluído dada pela Lei nº 13.257, de 2016

Lei 11.804 permite que mulher indique o pai biológico e entre com ação de alimentos.

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