O nome do pai

o filme

O projeto

O Nome do Pai é um telefilme a respeito do sub registro paterno, a ser exibido em breve no CineBrasilTV.

Este site acompanha o pré lançamento e tem por objetivo publicar histórias e informações relevantes sobre o tema. Participe e ajude o Brasil a superar as consequências do sub registro paterno.

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Histórias Veja todas

Kelson da Construção
Vendedor | 36 anos
1983, o ano que eu nasci... Minha avó que fala que encontrou meu pai no supermercado e avisou pra ele que eu já havia nascido e estava na casa dela. Ele falou que assim que tivesse um tempinho iria lá, mas um homem tão ocupado não encontra tempo assim com facilidade. De 1983 até pelo menos 2019 ele ainda não teve esse tempo. Nós moramos no mesmo bairro há mais de 30 anos então é possível que eu até já o tenha visto em algum lugar tipo loja ou transporte público etc... Na prática não faz nenhuma diferença a ausência do que nunca foi presente, afinal o que não existe não faz falta. Eu não tenho condições de imaginar o que perdi com isso porque eu não sei como é a vida de outra forma, apenas sei o que vivi. Não tenho nenhum tipo de trauma ou complexo. Também não tenho nenhum tipo de curiosidade ou vontade de conhecer o sujeito. Não tenho nenhum tipo de sentimento ruim e nem bom com relação a pessoa em si. Não tenho o nome paterno em registro e não sei qual é o benefício de ter ou prejuízo de não ter pois nunca fui privado de algo ou discriminado por essa razão. Acredito que se tivesse o nome no registro a única diferença seria o nome mesmo. Como o nome de um pai morto por exemplo, alguém que morreu antes de você nascer e você sabe o nome mais nunca viu fisicamente. Acredito apenas na importância do amor, coisa que eu tive e tenho, recebi daqueles que estão e estiveram em minha volta. Um nome é um mero detalhe, um nome é só um nome.
Marília Medeiros
Professora | 32 anos
Olá, sou Marília, mãe de Alice que hoje tem 7 anos. Há 8 anos atrás descobri a minha gravidez, e comuniquei ao pai da minha filha, na época, ele tinha inventado uma mentira, dizendo que estava com problemas e sumiu. O encontrei por meio de pesquisas na internet, liguei e disse que precisaria conversar, pois aquele momento era difícil pra mim , estava sozinha e grávida. Eu trabalhava no Centro do Rio de Janeiro, marquei de conversar-mos em um estabelecimento de lanches, onde compareceu. Levei todos os exames, para mostrar a ele,que realmente eu estava grávida e ele é o pai. Disse que assumiria a criança, dando todo suporte, mas que não ficaríamos juntos, pois já tinha outra pessoa na vida dele. Concordei, ele disse que manteria contato, mas a partir daquele dia, nunca mais. Minha família me abraçou, graças a Deus, mas mesmo assim, corri atrás dele pra saber, se realmente ele queria dar a paternidade. Ele trabalhava em uma empresa de bebidas, e tinha um número de celular que eu sabia e sempre ligava, só que depois, esse número parou de existir. Trabalhei até meu último dia de gestação, Alice nasceu dia 12/02/2012 as 10:50 da manhã, minha princesa. Quando registrei no cartório, meu pai foi comigo, só no meu nome. Ainda, procurei ele, mas não o encontrei, aí desisti, e segui minha vida. Até porque, minha filha é mais importante, estava sozinha, mas tinha que cuidar e cria-la. Anos se passaram, veio o Facebook, procurei e o encontrei. Já casado e com filho, enviei uma mensagem dizendo que precisaria conversar. Nunca me respondeu. Já estava exausta de correr atrás e desisti. Porque se ele quisesse mesmo conhecê-la, se existisse afeto, eu não estaria passando por isso. Foi desgastante. Hoje, com amor e carinho, cuido, visto, calço, educo ela com dificuldades, mas graças a Deus nunca faltou nada. São 7 anos, anos que se passaram e ele nada. Alice já perguntou sobre, eu eu expliquei, mas não falei mal dele, porque quero que ela cresça, e se um dia ela quiser encontrá-lo, que ela tire e veja as próprias conclusões. Eu faço o meu papel de mãe, amo, trabalho, estudo, para dar o melhor pra ela. Ela precisa de mim. E eu estou aqui.
Jacqueline da Silva
Eles não fazem questão mais nenhuma de ter sobrenome de pai não. Meus filhos nunca foram descriminados na escola por não ter o sobrenome do pai. Eu nunca tive empecilho nenhum na vida sobre nada disso. Aborrecimento nenhum. O que todo mundo faz um bicho de sete cabeças, pra mim não é nada. Porque eu não levo nada na vida ao pé da letra.

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o que dizem as Estatísticas

VOCÊ ACHA QUE O DO NOME DO PAI FAZ FALTA NO REGISTRO?
Sim
58%
Não
23%
QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA EVITAR QUE A FALTA DO NOME DO PAI NO REGISTRO CIVIL DE MILHÕES DE CRIANÇAS BRASILEIRAS CONTINUE EXISTINDO?
PLANEJAMENTO FAMILIAR
41%
INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA
5%
DNA GRATUITO
17%
ABSTINÊNCIA SEXUAL DE HOMENS E MULHERES
17%
OUTROS
17%

IBGE

Mais de nove milhões de mulheres cuidam dos filhos sozinhas. Deste total, 57% estão na linha de pobreza, com renda diária de até R$ 20.

Gravidez na adolescência

Meio milhão de meninas-mães a cada ano.

Estudo do Unicef indica que índice de gestação no Brasil, entre 10 e 19 anos, é maior do que média na America Latina. Em 2018, 115 mil fluminenses pediram carteira de identidade sem a filiação paterna.

NOTÍCIAS

Estados fazem parcerias para baratear exame de DNA.

Projeto em Alagoas diminui de 20% para 7% o subregistro paterno em dez anos.

Mutirões em escolas, criados por juíza de Maceió, facilitam a inclusão do nome do pai na certidão de nascimento.

No Rio, oito em cada dez menores infratores não têm contato com o pai.

Na Fundação Dom Bosco, de assistência a jovens apreendidos, 80% contam apenas com a assistência da mãe.


O que você precisa saber sobre Registro Civil e os direitos da Mulher e das crianças

Até 1988, apenas crianças nascidas em uma relação conjugal legalizada podiam ser registradas pelo pai.

Regula a investigação de paternidade dos filhos havidos fora do casamento e dá outras providências e é a base para o Programa Pai Legal. Implantado em vários estados pelo Ministério Público, o programa tem como objetivo garantir a cidadania plena da criança ou do adolescente com o reconhecimento de paternidade.

Lei nº 8.560, de 29 de dezembro de 1992

Investigação de paternidade. Caso ainda não definida a paternidade, será deflagrado procedimento específico destinado à sua averiguação, conforme previsto pela Lei no 8.560, de 29 de dezembro de 1992.

Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009

Prioridade. § 5o Os registros e certidões necessários à inclusão, a qualquer tempo, do nome do pai no assento de nascimento são isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta prioridade.

Incluído dada pela Lei nº 13.257, de 2016

Gratuidade. § 6o São gratuitas, a qualquer tempo, a averbação requerida do reconhecimento de paternidade no assento de nascimento e a certidão correspondente.

Incluído dada pela Lei nº 13.257, de 2016

Lei 11.804 permite que mulher indique o pai biológico e entre com ação de alimentos.

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